Você conhece a história dos cortadores de pedras? Ela ilustra bem a filosofia desenvolvida por Jan Carlzon, na década de 80. Carlzon escreveu o livro A Hora da Verdade, que se tornou best-seller mundial e inspirou outras obras ilustres como O Monge e o Executivo, de James Hunter.

Dois cortadores de pedras talhavam blocos quadrados de granito. Alguém que passou na rua perguntou-lhes o que estavam fazendo.

O primeiro operário, com uma expressão amarga, resmungou: “Estou cortando esta maldita pedra para fazer um bloco”.

O segundo, que parecia feliz com o seu trabalho, replicou orgulhosamente: “Faço parte do grupo que está construindo uma catedral”.

O trabalhador que pode vislumbrar toda a catedral e que recebeu responsabilidade de participar de sua construção é uma pessoa muito mais satisfeita e produtiva do que aquela que vê somente o granito diante de si. O líder verdadeiro é o que faz o projeto da catedral e em seguida compartilha com os outros a visão que os inspira a construí-la.

A maneira como fazemos negócios determina nosso estilo como lideranças. Precisamos ter consciência da importância de se determinar o clima dos negócios e fazer com que os objetivos, a estratégia e a estrutura organizacional da companhia estejam de acordo.

Carlzon é um executivo que delegou poder aos profissionais que ficavam na linha de frente das empresas que dirigiu e criou um novo conceito de empresa focada nos clientes. Ele assumiu riscos, inovou, quebrou paradigmas e enfrentou preconceitos. Aos 32 anos de idade ele desenvolveu uma metodologia própria de liderança e comandou os negócios usando estratégias até então inéditas.

Por que nos dias de hoje ainda muito fala-se sobre a importância de dar independência e autoridade aos funcionários que lidam diretamente com os clientes, mas poucas são as empresas que realmente seguem essa filosofia?

“Todos nós precisamos de recompensas e, além disso, trabalhamos melhor quando podemos ter orgulho daquilo que estamos fazendo. É claro que as pessoas competentes são bem pagas por sua colaboração, mas receber responsabilidades definidas, confiança e interesse ativo dos outros é uma recompensa muito mais satisfatória e pessoal.

Acredito que aqueles que ocupam cargos de liderança podem aumentar o amor-próprio de seus empregados ao compreender o que estes esperam de seu trabalho, quais são os seus objetivos e como querem progredir. E a força poderosa que está por trás de uma saudável autoestima produzirá a confiança e a criatividade necessárias para enfrentar os novos desafios que surgem constantemente durante o percurso” – trecho do livro A Hora da Verdade.

 

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