*Texto escrito pelo convidado especial André Madeira

Uma forte e evidente peculiaridade do mercado de trabalho atual é a quantidade de informações que estão ao nosso alcance e a rapidez com que os cenários mudam. O avanço das ciências e a Tecnologia da Informação viabilizaram o aumento exponencial e a rapidez com que informação é gerada. A consequência dessas peculiaridades é que há a necessidade de que toda essa massa de dados seja processada rápida e eficientemente, traduzindo o instantâneo do negócio e também uma capacidade analítica desse cenário em comparação com o mercado.

Na prática, do ponto de vista de gerenciamento da produção, o que temos hoje em dia graças a sistemas ERPs é a definição da utilização ótima dos recursos produtivos. Entretanto, essa funcionalidade sozinha não traz muitos ganhos se a gente não tem condições de acompanhar se o que foi definido é de fato feito conforme estipulado. Logo, toda essa informação precisa ser acessada (e sistemas ERP costumam ter um banco de dados fantástico) e extraída de forma a ser processada para que os indicadores de processos possam exibir o que de fato acontece. Fica claro aqui a necessidade da compilação regularmente da informação para a montagem de um cenário.

Por outro lado, já existem sistemas que executam toda essa análise de captura, processamento e exibição da informação de forma automática. São conhecidos como Sistemas Supervisórios e sua aplicação mais famosa são em empresas concessionárias de energia elétrica. Sistemas Supervisórios são formados por unidades remotas, que capturam e informam parâmetros do sistema em intervalos de tempo definidos e enviam para o servidor. No servidor essas informações são processadas de forma a serem exibidas em telas. Nessas telas os operadores conseguem acessar em tempo real valores de tensão e potência em unidades geradoras, além de estados de sensores nas subestações, por exemplo.

Os dois exemplos citados podem parecer diametralmente opostos mas exemplificam muito do que uma adequada análise de dados pode significar em qualquer processo produtivo. Definindo o exemplo do Sistema Supervisório como o futuro, a própria Microsoft oferece soluções para a automatização de rotinas. Por exemplo, o uso combinado do Auto Hot Key (vulgarmente conhecido como “robô”, que automatiza atividades no Windows) com o Excel/VBA poderia gerar de hora em hora indicadores de status da produção.

Com um pouco de criatividade e noções de programação podemos ter soluções simples mas extremamente eficientes. Esse cenário vai pavimentar a chegada da Inteligência Artificial nas análises de dados. Um apaixonante e desafiador cenário nos aguarda!]

 

Gostou? André Madeira é engenheiro eletricista e especialista em automação. Trabalha com produção PCP e mora em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.

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