Muhammad Yunus, o ganhador do Prêmio Nobel da Paz de 2006 e fundador do Grameen Bank escreveu: “As pessoas aprendem melhor, mais facilmente e mais confortavelmente umas com as outras. Uma pessoa pobre tem capacidades e habilidades que não são usadas. Quando recebem uma oportunidade, seja qual for a sua preferência, transformam-na em empreendimento”.

Yunus começou a trabalhar em Bangladesh – uma das nações mais pobres do mundo – e ensina mais de 100 milhões de mulheres pobres como fazer dinheiro rapidamente. Ensina-as a romper a linha da pobreza e cuidar de si próprias e de suas famílias. Elas têm necessidades urgentes: precisam sustentar seus filhos ou todos morrem de fome.

Ele as ensina a ganhar dinheiro com o conhecimento e as habilidades que já possuem, ou seja, com zero de informação sobre como ganhar dinheiro. A única exigência é que cada mulher deve ser suficientemente autoconfiante para atrair quatro outras semelhantes e formar um time de cinco. Elas se tornam o grupo de suporte de cada uma delas. Com essa infraestrutura o Grameen Bank empresta a cada mulher o suficiente para montar um negócio – sem nenhum tipo de garantia.

Os empréstimos devem ser pagos em prestações semanais e 98% são liquidados – taxa essa que excede a adimplência dos bancos comerciais tradicionais. Elas começam o negócio com $30 ou $40 dólares fazendo cestas, costurando, cozinhando e cuidando de animais.

Yunus escreveu que todos nós somos empreendedores e estamos tentando criar empreendedores no povo. Ele questionou “se todos estão procurando empregos, quem está dando emprego? Alguém tem de dar empregos. Por que você não pode ser essa pessoa? Sua missão é criar empregos”.

A primeira startup brasileira que segue a cartilha do Grameen Bank para fornecer microcrédito, chamada Firgun, foi montada pelos empreendedores Lemuel Simis e Fabio Takara em São Paulo. A proposta se diferencia uma vez que eles não tinham capital para fornecer o crédito. Criaram um sistema para que as pessoas emprestem dinheiro e o recebam mensalmente corrigido. Eles pegam pequenos empreendimentos e emprestam capital sob critérios humanos e sociais – através do crowdfunding.

Segundo Yunus, cada ser humano possui um grande potencial travado dentro de si e não possuem a oportunidade de descobrir o que sabem – o que têm dentro de si. O microcrédito, na opinião dele, permite que revelem a si mesmos.

Para quem está planejando montar o próprio negócio e não sabe por onde começar ou onde adquirir recursos financeiros para montar um empreendimento, a ideia traz novas perspectivas e muitos caminhos.

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