Quando pensamos em Marketing Afetivo, a primeira coisa que precisamos fazer é refletir sobre o conceito da palavra. O que é marketing? Para que ele serve? O que é afetividade? De que forma fazer um Marketing Afetivo?

O Marketing é um conjunto de atividades de otimização de lucros através da adequação da produção e da oferta para o público, utilizando mercado, design, campanhas publicitárias, atendimento pós-venda e etc. A Comunicação é uma forma como as pessoas se relacionam entre si, trocando experiências, ideias, sentimentos e informações. A Afetividade é o conjunto de formas para demonstrar amor através dos sentimentos e das emoções.

O Marketing Afetivo é um conjunto de estratégias e ferramentas que eu e Anderson Adami criamos que utilizam a afetividade como fator de mudança nos negócios utilizando os pilares AAEIOU: Autoconhecimento, Amor, Empatia, Inspiração, Otimismo e União. O MA oferece consultoria, mentoria, cursos, treinamentos in company, palestras e Pesquisa de Afetividade.

“Marketing não se trata de convencer as pessoas a comprar coisas que elas não querem ou de que não precisam. Marketing tem a ver com tocar no verdadeiro entusiasmo por produtos e serviços que elas possam achar úteis ou divertidos ou bonitos. Marketing tem a ver com espalhar amor.”

Livro Contágio, de Jonah Berger

Eu e Anderson Adami lançamos um desafio na plataforma profissional LinkedIn e convidamos todos os profissionais da rede para escrever histórias afetivas sobre Marketing Afetivo.

Premiamos duas histórias com brindes mas todas as memórias afetivas chamaram a nossa atenção e nos impactaram de alguma forma. Por isso, resolvemos compartilhar através de um artigo – para deixarmos registrado – todos os depoimentos que envolvem belos sentimentos e emoções. Somente através das nossas atitudes afetivas dentro e fora das empresas, é que conseguiremos construir um país melhor.

“Trabalhava no Sheraton Barra e lá tive algumas demonstrações de Marketing Afetivo. A nossa gerente geral era uma pessoa especial e muito acolhedora e afetiva. Ela sempre me dava boas vindas quando retornava de férias e na primeira vez que fui convidada por ela para participar da festa de fim de ano da gerência (mesmo sem ter o cargo) fiquei muito feliz e realmente senti parte da estrutura” – Rô Lopes, jornalista e assessora de comunicação.

“Compartilhando uma experiência, através do grupo voluntário das mulheres da empresa  Women´s Employee Network (WEN), nos reunimos com a liderança e apresentamos um projeto para uma Sala de Apoio à Amamentação. Com o novo espaço, todas as colaboradoras que amamentam seus filhos com leite materno tem à sua disposição uma estrutura que permite retirar o leite durante sua jornada de trabalho, guardá-lo no freezer em frascos apropriados e levá-lo para casa ao final do expediente. A iniciativa deu certo e já foi replicada em um outro país da América Latina.  Esse  gesto reforça o compromisso  com o ambiente mais diverso e inclusivo”  – Patrícia Abdalla, engenheira mecânica.

“Trabalho em uma empresa que prepara e encaminha adolescentes para o mercado de trabalho e para o primeiro emprego. Muitos dos atendimentos são realizados mais com o coração que com a razão. Por trabalhar com adolescentes em situações de risco – de vulnerabilidade social – o afeto, o ouvir com o coração, é parte da nossa rotina. São casos de adolescentes que foram vítimas de abusos, abandono, de fome, de pobreza extrema, de falta de conhecimento básico para se desenvolver pessoal e profissionalmente. Parabéns pelo trabalho. É necessário. Pois, às vezes, depois de todo o treinamento, eles se deparam com líderes em algumas empresas que aumentam a dor, por não acolher com cuidado o ser humano na machucado pela vida. É o sistema” – Luziane de Souza, professora.

“Fui aprovado em um concurso na ODAC. Ela realiza por intermédio de seus palestrantes atividades com cunho social e os olhos para o futuro: prepara adolescentes, jovens e crianças sobre as questões de drogas, violência, crimes virtuais, respeito, educação e saúde. Mais que mostrar o mundo sombrio é auxiliar maneiras para dizer sim à vida saudável em harmonia com seus semelhantes e utilizando do marketing para promover a vida”  – Thales Kroth, gestor financeiro.

“Sempre me dei muito bem com todos os funcionários das escolas por onde passei. Sempre beijei e cumprimentei do porteiro ao mantenedor. Todos merecem o meu carinho. Todo Natal, as pessoas traziam para a escola suas listas de sacolinhas para distribuir entre os amigos, para que cada um, pegasse uma criança para vestir e comprar brinquedos. Mas naquele ano não deixei ninguém trazer sacolinhas! Consegui convencer todos os professores e coordenadores, que precisávamos ajudar aqueles que estavam a nossa volta. Fui ao DP e pedi a lista dos filhos dos funcionários da portaria, manutenção, limpeza e inspetores. A lista era grande! O dono da escola ficou muito bravo! Perguntou-me se eu estava dizendo que ele pagava pouco? Fiz questão de pegar 6 bebês. E fiz questão também que cada professor e coordenador entregasse os seus presentes para as crianças. Foi lindo! Dias depois, um dos funcionários, um que eu nunca tinha visto, veio até a sala dos professores, para retribuir o meu presente. Trouxe-me três panos de prato, que sua esposa havia bordado. Isso já tem muito tempo! Mas até hoje quando visito essa escola sou abraçada pelos funcionários que ainda lá trabalham” – Tânia Graziano, professora de arte e teatro e escritora.

“Tenho uma história de trabalho que terei eterna gratidão. Depois de curtir uma licença maternidade prolongada, de 1 ano e meio, resolvi voltar a trabalhar com uma pessoa que não era mais do que um conhecido na época, dono de uma agência de publicidade. Experiência zero em redação publicitária, mas ele resolveu apostar em mim. Entrei, ótimos colegas e tal, mas minha pequena não estava se adaptando bem na creche em horário integral e tendo todas as alergias ao mesmo tempo. Procurei ele, agradeci a oportunidade mas disse que iria ficar mais um tempo com ela em casa e que o ajudaria a encontrar outra pessoa. Ele perguntou: você consegue trabalhar 4 horas por dia na agência? Sim. Se eu precisar de alguma coisa extra, você faz de casa? Sim. Então fica aí trabalhando, está tudo correndo bem, não vou mexer no seu salário (que tem um detalhe importante: fui eu quem sugeri o valor na contratação, baseada no mercado). Eu não pude acreditar mas topei e ainda trabalhamos um bocado juntos. Depois saí para outros desafios, mas ainda voltei como freelancer em várias ocasiões e entraria em outros projetos com ele de olhos fechados. Ricardo Almeida foi um dos melhores chefes da vida” – Paula Stroppa, jornalista, redatora e revisora de texto.

“Há anos atrás – quando eu trabalhava com administração dentro de um shopping – eu já tinha a amizade e confiança, e respeito dos gestores.  No final do ano todos os colaboradores ganhavam uma cesta de natal (cartão recarregável).  Infelizmente, eu sentia por todos os prestadores de serviços, como mensageiros, jovens aprendizes, copeiros e o pessoal da manutenção. Eles trabalhavam e davam duro o ano todo e ficavam de fora. Então sem que ninguém soubesse, dialoguei com o Gerente Financeiro e expliquei o que eu sentia.  Ele não me prometeu nada mas iria analisar com a Diretoria.  Dias depois, ele chegou perto de mim e entregou vários cartões e disse: “Baixinha, faço questão que você entregue um a um”. Eu tinha sido a única no escritório que fiquei triste e incomodada com a situação. Imaginem a felicidade de ver famílias podendo fazer suas compras de Natal? O valor era muito bom! A emoção deles foi o meu melhor presente. Isso mudou toda a forma como a empresa via os prestadores de serviços, pois eles se sentiram incluídos no processo” – Jacinta Batista, administradora e gestora estratégica.

“Às vezes trabalhamos com Marketing Afetivo e não sabemos. É o caso da minha esposa, ela simplesmente captura os sentimentos de amor nas pessoas ao redor dela. Ela é atendente em uma escola de Curitiba, recebe diariamente abraços de pais, colegas, professores, alunos de qualquer idade. Em troca sua gentileza, franqueza e amor fazem a diferença na vida das pessoas. Ela sempre foi assim. Na família dela no Nordeste, o último palpite deve ser o dela, os parentes a buscam para saber o que ela acha sobre o assunto. Até hoje ela mantém relacionamentos com os funcionários das empresas onde atuou. Na Itália cativou com seu MA todos os meus parentes que tiveram contato com ela. Coincidência? Experimente conhecê-la para perceber como funciona um Marketing Afetivo. Eu não sabia o nome disso, agora sei. Marketing Afetivo. A coisa bacana é que ninguém ensinou. Minha esposa nasceu com isso” – Maurizio Frasca, consultor.

“Numa noite de muitas cenas gravadas, essa sem uma única palavra foi a mais bela vista. Eu vi, numa madrugada molhada e corrida de trabalho, um homem de quase dois metros de altura, carregando um refletor com mais de trinta quilos nas costas,  largar sua carga pesada para salvar uma borboleta que se encharcava. Ele a levou num lugar seco e depois retornou para pegar a sua carga, sem olhar para os lados. Bira era um grande amigo, uma das pessoas mais gentis que conheci e que hoje não está mais aqui.  Fiz disso uma metáfora de vida e procuro sempre olhar  para tudo o que me cerca e ter a sensibilidade de ver o cuidado que precisamos ter com esse entorno” – Selena Sartorelo, gestora de projetos de entretenimento e eventos corporativos.

“No final dos anos 90 eu trabalhava na área de RH, mais especificamente em T&D e meu marido dava aulas numa Faculdade de Psicologia de São Paulo. Todos os anos ele tinha alunos que precisavam fazer estágio e ele me indicava alguns para o processo seletivo. Naquele ano selecionamos um rapaz chamado Sérgio do qual não me esqueço até hoje. Ele era extremamente inteligente, simpático, super bem humorado e ávido por conhecimento. Tinha 22 anos e sofria de uma doença degenerativa que não lhe deixaria viver por muito tempo: a distrofia muscular. Ele se locomovia em uma cadeira de rodas e, como estávamos numa planta fabril, ele sempre precisava de ajuda quando ia para a área de produção porque sua cadeira de rodas o limitava ir a algumas áreas. Pois não é que o pessoal da engenharia fez uma adaptação para a cadeira numa empilhadeira para ele poder circular à vontade pela fábrica? Ele me ajudou muito com o seu trabalho e, infelizmente adoeceu gravemente e teve que abandonar o estágio. Se o que o pessoal fez para ajudá-lo a andar melhor não for Marketing Afetivo, então eu não sei mais o que é” – Norma Soncini, Head of Qualitative Research.

“Era responsável pela comunicação de uma ONG muito rica, situada em Santana de Parnaíba. Mensalmente destinávamos parte da verba para ajudar outras ONGs locais, principalmente as que cuidavam de animais, pois o proprietário da ONG havia ganho sua fortuna com a comercialização de carnes. Um dia ele se tornou vegano (para amenizar seu remorso) e destinou parte da sua fortuna para salvar os animais. Além disso, tínhamos uma cozinha industrial para ensinar culinária vegana para a população, sem custo. Durante os anos que passei nessa ONG presenciei os maiores exemplos de Marketing Afetivo da minha vida” – Catarina Pierangeli, jornalista e palestrante.

“Conheci meu colega de trabalho Vanderson Davi Guimaraes nos anos 90, sempre muito dedicado e compreensível. Lembro das reuniões e treinamentos que conduzimos em conjunto examinando anteriormente os participantes e qual seria nossa mensagem final. Realmente, foram anos produtivos para minha carreira e para a construção da afetividade dentro do ambiente corporativo” – Cinara Zorzo, consultora.

“Em 2011 trabalhei na empresa Light e lá tive a oportunidade de conhecer o Projeto Iluminar, programa que busca a inclusão social de jovens com deficiência intelectual por meio do aprendizado e do desenvolvimento. Eu fui supervisora voluntária e um dia uma deficiente auditiva, chamada Pamela, que me ensinava algumas palavras em Libras, me deu meu nome em sinal – como eles chamam – e fez um origami para mim, dizendo que era um símbolo da sabedoria que eu transmitia para ela. Fiquei muito emocionada” – Priscila Veloso, analista de Recursos Humanos.

“Diante de muitos preconceitos sofridos, somente eu poderia mudar a minha história e a de muitas pessoas. Trabalho há 17 anos no escritório da família na área jurídica e lidamos com diversos processos. Muitos clientes não querem ouvir apenas a solução para aqueles problemas, querem um abraço e uma conversa. Nesse período eu conheci uma família que a mãe era viciada em crack e perdeu a guarda do filho. Para ela, reconhecer que precisava mudar foi difícil e chorou muito. Eu disse: “Te ajudo nessa jornada”. Eu ajudei-a a fazer uma pesquisa da clínica e ela aceitou o tratamento. Depois de um tempo, saiu de lá e voltou ao escritório dizendo: “Estou pronta para essa luta. Você foi fundamental na minha história e se todas as pessoas fosse que nem você o mundo seria perfeito”. Hoje ela tem a guarda do filho. O apoio e o reconhecimento não tem preço. Acredito que dar amor a alguém que está no desespero é muito maior que os honorários e acredito que isso pode ser também um Marketing Afetivo, pois tudo que fazemos por amor tudo flui positivamente” – Jennifer Hora, blogueira e influenciadora digital.

 

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